homem paraíso

Mergulho no infinito

De repente, Sérgio mergulhou em uma escuridão infinita. Não sabia onde estava e não conseguia enxergar nada. Resolveu então caminhar para encontrar uma saída. Tropeçou em algumas pedras e caiu. Mas logo levantou e pensou: “Quantas pedras apareceram na minha vida? A pedra do desemprego, a pedra do desamor, as pedras das doenças…” Não passou por tudo isso?

Logo Sérgio se reergueu e, mesmo com o joelho ralado, continuou procurando a saída. Escuridão total! Algo estava passando nos seus pés. Seriam ratos? Ratos! Quantos tive que vencer? Presunçosos, ignorantes, preconceituosos, cheios de orgulho e falsidade. Loucos para derrubar-me. E eles se foram. Não seria agora que teria medo. Continuou a seguir, procurando enxergar. Muitos outros bichos encontrou pelo caminho: morcegos, corujas, baratas, aranhas…

Ah, as aranhas… Como nos envolvem em suas teias… É preciso muita paciência para sair daquele emaranhado…

Caminhava, caminhava e não encontrava nenhuma luz, nenhuma saída… Num momento tropeçou e caiu num buraco de lama. Quantas vezes aconteceu de ter que se sujar, de mergulhar na lama para conseguir passar?

Sergio já estava cansado. As pernas lhe doíam, a cabeça fervia e o coração batia forte. Mas, ele continuava trôpego, mas continuava.

Até que, aos poucos, ele avistou um pequeno ponto de luz. Andou em direção a ele. E, gradativamente, a luz foi aumentando e ele achou a saída. Que maravilha! Um belo campo verdinho, cheio de flores, onde havia um lago. O sol brilhava num céu azul, onde pássaros voavam. Crianças brincavam felizes!

E foi aí que Sergio pensou: sim. É preciso mergulhar no infinito, vencer obstáculos, um a um, para chegar ao paraíso. Essa é a vida.