Tem gente que tem fome de poder, poderia ser posse de saber, conhecer, pesquisar, investigar, descobrir, desbravar e, desculpe-me a redundância, o livre pensamento, poderia ser.
Contudo o que vejo é a cobiça do poder. Possuir é algo fascinante, em vidas normais, parece fazer diferença. Porém a beleza está em saber reconhecer as coisas mais simples do nosso breve existir.
Refletir em outros olhos a simplicidade de ser.
É sentir fome de conhecer, se mistura em outro tipo de ambição, fome de poder.
Desde a famosa frase popular, “sabedoria é poder” ou “tudo posso naquele que me fortalece” minha derme absorve a energia da vitamina D. Da luz deste sol que me ilumina, dia após dia, me propícia saciar a minha fome de conhecer.
Triste perceber a agonia de quem não tem mais nada, nem o de comer.
Uma sacanagem sem tamanho, já que a natureza nos fornece o porvir.
O que acontece é o descaso de alguns que tomaram posse e seus herdeiros não tiveram o cuidado de observar o próprio ego e deixou a ganância falar mais alto do que a própria abundância e não aprenderam a dividir o pão.
Parecem se comportar sempre tendo razão, saciam a sua fome e não se importam com mais nada além da própria ambição.
Bom mesmo é partilhar a vida, dividir ideias, se embebedar de sabedoria e se alimentar de pão, palavra e adoração da vida.
Matar a fome material e intelectual e colocar a fome em uma lembrança de um tempo que não precisa se repetir.
Ao meu ver, a única fome que deveríamos ter seria a fome de existência.
Fome de viver.





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