menino bola rua

Sangue é vida

Marquinhos, um menino de oito anos, brincava feliz em frente a sua casa. De repente, sua bola correu para a rua. E impulsivamente, ele foi atrás da bola. Não viu o carro e foi atropelado.

E foi aquela confusão: correria, ambulância, hospital…

Quando finalmente ele foi atendido, via-se claramente a preocupação no rosto do doutor Pedro Paulo. Chamou os pais para conversar:
— Seu filho perdeu muito sangue. Vamos precisar fazer uma transfusão para repor.
— Mas, doutor — disse a mãe — Nós somos Testemunhas de Jeová e a nossa religião não permite a transfusão de sangue.
— Por quê? — Questionou o médico.
— A Bíblia diz que não podemos ingerir ou receber sangue na veia. A vida é um dom de Deus e o sangue é o símbolo dessa vida. Aceitar a transfusão é uma violação da lei divina.

Dr. Pedro ficou perplexo e momentaneamente sem ação, pois o menino corria risco de morte. Reuniu-se com seus colegas médicos para decidir o que fazer:
— Vamos usar medicamentos estimuladores e soluções que otimizam o oxigênio para aumentar o volume de sangue.
— Vamos fazer a reposição de ferro intravenoso, ácido fólico e vitamina B12. Isso vai garantir que o corpo tenha nutrientes necessários para a fabricação de novas células sanguíneas. É um processo lento, mas é uma tentativa de recuperação.
— Espero que ele reaja a esse tratamento e consiga suportar, até a reposição do próprio organismo.

E assim, o pequeno foi tratado por técnicas modernas e lutou pela vida.

Sendo novo ainda, o seu corpo reagiu e aos poucos, lentamente, foi se recuperando e o sangue retornando ao seu organismo.

E como o sangue é vida, está aí o nosso menino, forte e saudável, graças ao avanço da medicina.