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Relacionamento com Nova Iguaçu

Caminho pelas ruas de Nova Iguaçu como se reencontrasse um grande amor todos os dias. Um relacionamento construído no decorrer dos anos. Ambas vivemos histórias.  

Não é algo que planejei, mas uma convivência harmônica. A cidade está sempre ali, presente, vivendo cada história. Quando a manhã se inicia e o sol aquece as ruas e avenidas, tenho a impressão de que Nova Iguaçu me cumprimenta. Dando-me um bom dia! 

A multidão se locomovendo para a estação de trem, a movimentação das pessoas a caminho do trabalho, o cheiro do café nas padarias que dá uma sensação de aconchego — Isso tudo se faz num diálogo silencioso. Observo  suas avenidas, os carros, imaginando as histórias dos ocupantes, cada qual seguindo seu caminho.  

A cada esquina, uma nova narrativa surge, vibrante e fresca. As árvores se movem suavemente ao vento, como se a cidade sussurrasse segredos que só quem reside aqui consegue entender e viver os instantes.

Existem momentos em que Nova Iguaçu emana uma energia quase elétrica, principalmente nas vésperas de feriados, é frenético. Veículos percorrem as ruas rapidamente, pedestres apressados cruzam seu caminho, e sinto a vitalidade ressoar em mim, eu me alegro mesmo com tanta loucura.  

Em outros momentos, a cidade encontra a calmaria, especialmente ao entardecer, quando as luzes dos postes começam a brilhar nas ruas. Nessas ocasiões, ao me deslocar pelas calçadas tranquilas, no centro da cidade,  parece que somos apenas nós duas, compartilhando um instante íntimo.

Nosso laço não requer palavras ou promessas eternas. O que existe entre nós é a presença, o afeto silencioso de uma cidade que viveu perfumes. Experimento agora e noto que a cidade também o faz — com suas particularidades, suas sonoridades e as histórias que se revelam a cada segundo. Ao prosseguir minha caminhada, percebo que não sou meramente um visitante; não estou apenas atravessando Nova Iguaçu. Estou convivendo com ela, dividindo o mesmo instante, a mesma experiência.