piriguete praia copacabana

Nalvinha safadinha

O bar estava cheio naquele sábado. Nalvinha, que já tinha tomado uns goles, cantava alto e chamava a atenção de todos, especialmente de um cara que não tirava os olhos dela. Seu “date” não estava gostando nada daquela situação.

De repente, começou uma confusão: cadeiras voando, copos quebrando, pessoas correndo. Nalvinha, que era o pivô do tumulto, saiu de fininho.

Logo, logo, Nalvinha parou em outro bar distante dali pra sua segurança. Lá conheceu um coroa, metido a garotão e que pagou muita cerveja pra ela. E a conversa acabou no motel, onde o homem acordou sozinho e com a carteira vazia.

Domingo de sol, Nalvinha acordou animada para ir à praia. Chamou o vizinho, por quem ela tinha um “crush” para acompanha-la. Mas a mãe do rapaz chegou e disse que o filho dela não ia sair com uma piriguete daquelas e falou poucas e boas. Nalvinha respondeu com meia dúzia de palavrões, deu de ombros e foi sozinha. De metrô, porque não tinha carro. Seu short curtíssimo e seu top, deixando os seios quase à mostra, chamavam a atenção de homens e de mulheres. Logo, uma moça que estava com o namorado resmungou:
— Essas piranhas vêm pra cá querendo roubar o homem da gente!

E Nalvinha, lógico, não deixou por menos:
— E aí, perua!? Não se garante não?

E começou a confusão no vagão, até que veio o segurança e colocou todo mundo para fora do trem. Nalvinha subiu em outro vagão como se nada tivesse acontecido e continuou sua viagem. Chegando à praia ela pensou:
— Que dia maravilhoso! Sol, mar, pessoas bonitas…

Tratou de arranjar um lugar para ficar. E ao olhar em torno, viu um rapaz lindo, olhando em sua direção. Não perdeu tempo. Deu aquele sorriso maroto e aquele olhar de “tô querendo”. O rapaz então se aproximou e disse:
— Oi, Nalvinha, tudo bem?
— Oi, mas como sabe o meu nome? Eu te conheço?
— Ora, você é famosa! 

O que ela não sabia era que ele pertencia à Segurança Presente. O dia promete…