Era um senhor alto, frio, de semblante apresentável, passou a vida trabalhando como um advogado de sucesso. Um dia, levantou de sua cama e sentiu a idade pesando mais do que nunca. Soube:
— Está chegando minha hora.
Aprontou-se em seu escritório e começou a escrever um testamento.
Era rico, mas não tinha filhos. Nem mesmo tinha tempo para tal atividade. Decidiu que precisava de candidatos a herdeiros. Imprimiu panfletos e foi para as ruas colocando-os em postes e em paredes. Recebeu diversas ligações, mas sentia:
— Ainda não achei a pessoa certa.
Esperançoso, imprimiu uma nova leva de panfletos e foi novamente às ruas. Quando estava terminando de fazer o que precisava, escutou um choro revirado entre restos de lixo. Era de um menino de aparentemente quatro anos que o viu e pediu:
— Tem comida?
O coração do homem, que estava cansado, pulou no peito e quase saiu pela boca. Seu instinto foi perguntar para a criança se ela tinha família, o que resultou em uma resposta negativa.
O senhor, que se achava fraco, naquele momento se viu como uma possível fortaleza para o garoto e teve o desejo de adotá-lo. Entendia que era um processo difícil, mas foi uma vontade pura, sincera.
Depois de muito tempo na Justiça, conseguiu a guarda e teve o tão sonhado herdeiro.
Apesar do que era previsto, viveu por mais 25 anos e compreendeu que não foi apenas a vida de seu filho que foi salva, mas também a sua própria.





Lindo o seu texto, Maria Clara! Amei inclusive a forma como você termina o parágrafo para começar os diálogos. Continue assim. Parabéns.
Muito bem escrito. Linda história. Parabéns, filha.
Parabéns pelo lindo texto, Maria Clara. Amei a forma e o conteudo da escrita!!
Parabéns pelo conto lindo e comovente!!!!
Parabéns,Maria Clara !!! 👏🏽👏🏽
Belo texto em sua estreia, Maria Clara. Não só o papai, mas nós todos estaremos sempre te incentivando, e o meu elogio não foi à toa. Você realmente mostrou que tem talento e tem a quem sair. Parabéns!
Lindo texto, parabéns pela sensibilidade!