Nunca havia tido um aniversário, um parabéns, sequer um bolinho. Pelo menos não que se lembrasse.
Adolesceu, adulteceu, comprou um barco. E ainda se surpreendia quando se dava conta de que se tornara um velejador.
Desejo tal que passou pra sua mulher e agora para as duas filhas pequenas, garotas oceânicas e solares que aguardavam o fim de semana para navegar.
Fez da vida uma surpresa – a surpresa que não lhe fizeram. Do final de semana, a sua festa. Fez do vento um pai a soprar-lhe as velas.





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