Roberto chega em casa cantarolando: “Deixa girar, que a rua virou Bembé…”
— O que é isso, amor? — disse Lívia, sua esposa.
— Estou treinando o samba da Beija-flor. Vai bombar!
— Amor, você já está pensando no Carnaval? Temos os boletos de janeiro para pagar!
— Hum, dá aqui, Lívia. Vou ver o que faço.
E foi com os boletos na mão para a sala pensando em como iria pagar tantas coisas. Gastou muito com as festas de fim de ano: roupas, calçados, comidas, presentes. As festas foram na sua casa. Ficou lembrando: “ajudar que é bom, nada. Só vem pra comer (depois de tudo pronto).”
E o amigo oculto? Comprou um presente maneiro e o que ganhou? Um chaveirinho barato. E depois ainda foram embora sem ajudar na arrumação e limpeza. Alguns ainda tiveram a audácia de levar marmita. Mas, enfim…já foi.
E agora? Onde iria arrumar tanto dinheiro? Seu salário não daria para pagar tudo. Sentou-se no sofá, olhando para os boletos. A Inteligência Artificial faz tantas coisas: planeja, executa tarefas, analisa, propõe soluções, fornece sugestões…poderia me auxiliar a resolver essa questão.
Foi então que, de repente, apareceu uma mulher, criada por IA, pediu os boletos e, um a um, ia passando em uma máquina, e eles saiam pagos. Roberto ficou radiante. Agora sim, poderia se preparar para o Carnaval. Quem sabe, pensar na fantasia! E cantarolou mais um pedaço do samba; “Atabaque ecoou, liberdade que retumba, isso aqui vai virar macumba.”
Nessa hora, escutou longe; não os tambores da escola, mas a voz de Lívia.
— Amor, amor… acorda! O jantar já está pronto.
E ele olhou para os boletos em sua mão, desanimado. “É tentar um consignado, quem sabe? O ano está apenas começando… Vamos jantar que é mais urgente agora.”





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